segunda-feira, 10 de julho de 2023

 Sebastiana, a primogênita! 

( Núcleo Familiar de Sebastiana Maria da Conceição com José Ferreira do Nascimento)


Sebastiana foi a primeira filha de meus bisavós, Miguel e Petronila, tendo nascido em 1918 em Águas Belas - Pernambuco.
Constituiu o seguinte núcleo familiar:

Casou-se com José Ferreira do Nascimento.
Foram seus filhos: Damião Ferreira Leite, José Ferreira Leite, Eleno Ferreira do Nascimento e Maria Sebastiana do Nascimento.
Netos (conhecidos):Elisabete da Silva Leite, Daniel da Silva Leite, Adriano da Silva Leite e André Luiz da Silva Leite (filhos de Damião Ferreira Leite com Eloisia da Silva Leite - nascida Eloisia da Bento da Silva)

Meu avô sempre falava de sua irmã mais velha, Sebastiana. Era ela a guardiã de um pouco da história familiar, por ter sido a primeira filha e a que mais conviveu com seu pai Miguel. Apesar disso, meu avô nao sabia muita coisa sobre ela e de sua vida adulta. Tínhamos algumas informações que ela viveu na Paraíba com seu marido José Ferreira Leite, depois migrando novamente a Pernambuco, onde viveram em algumas cidades, acabando no Estado de São Paulo, vivendo na Capital, na região da aclimação. Depois disso não soubemos mais nada e meu avô sempre se perguntava onde estaria Sebastiana.



 Inteligência Artificial



Nesta nova etapa da pesquisa familiar, uma aliada fundamental tem sido a Inteligência Artificial, a famosa IA. 
Diversos debates vem surgindo sobre o uso de IA , que aos poucos vem, inclusive, substituindo seres humanos em algumas funções. No caso da pesquisa que realizo, em meses, com a ajuda da IA, avancei anos, em comparação com a pesquisa manual que realizava anteriormente.

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Quem sou eu?

 

Quem sou eu?
E lá fui eu, em mais um passo para descobrir a minha ancestralidade. Fiz um teste genético do Genera Lab, versão completa, e abaixo compartilho um trechinho dos dados incríveis que recebi.

“Esta é a mistura do Brasil com o Egito”, já dizia aquela música dos anos 90. Estou encantado com este mapa personalizado da minha diversidade genética! Sei que, como geógrafo, sou suspeito em dizer que estou apaixonado por um mapa, mas este é mais do que especial!
Feliz, por poder saber de onde vieram meus antepassados, em especial, aqueles que passaram pelo horror de terem sido escravizados e que tiveram sua história, sua cultura e suas vidas anuladas. Nunca haverá no mundo alguma reparação compensatória pelo terror que viveram.
Hoje posso ter uma noção de onde vieram, qual era a sua cultura, e fica o orgulho de saber que a diversidade genética de várias regiões do continente Africano está em mim.
Miscigenado, global, ameríndio, europeu, africano! Viva a ciência, viva a diversidade e viva a Ancestralidade!


A velocidade do tempo e a ajuda da tecnologia

 Olá pessoal!
Há quase 10 anos não atualizo o blog!
Neste tempo (que confesso nao vi passar) tanta coisa aconteceu, outras tantas mudaram drasticamente.

De repente, num sopro, lá se foram 9 anos. A pesquisa familiar nunca parou definitivamente. Acontecia, parava, surgia uma coisa ali, outra coisa aqui. Nesse espaço de tempo, o meu maior incentivador, meu avô Balbino, faleceu, no alto dos seus 90 anos! 

Em 2023, com um pouco de mais tempo livre, com aquela eterna curiosidade sobre o passado, instigado ainda por um teste de DNA (Genera Lab) que me contou um pouco mais da minha história, principalmente do ramo familiar que foi escravizado, a pesquisa voltou com tudo!
Além do teste genético, os antigos registros microfilmados que levavam semanas para chegar em 2014, hoje em boa parte se encontro on-line, muitas vezes indexados por inteligência artificial.

Assim preciosos registros surgiram. Encontrei parentes, desta vez não só do ramo materno, mas também do paterno.

Claro, não posso deixar de comentar que assusto as pessoas com a mensagem "oi tudo bem? faço pesquisa familiar e acho que podemos ser parentes!" hahaha 

E assim seguimos desvendando o passado. Mesmo sem meu maior incentivador, continuar pesquisando e descobrindo, nos mantém próximo e é uma homenagem a sua linda memória que segue no meu coração.


Wesley Rebolo

terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Ferreira do Nascimento" e "Francisco de Barros" - Árvore Genealógica em Águas Belas

Com a interessante história dos meus bisavós maternos Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros, me debrucei sobre os registros do CHF. Dessa vez sem a grande contribuição que o amigo Ednaldo me deu no outro tronco familiar, pois não há ainda, cruzamento com sua árvore. Nas pesquisas qual foi a minha surpresa ao encontrar muito mais registros da família do meu bisavô Miguel Ferreira do Nascimento, que era de ex-escravos, ao invés da bisa Petronilla. Dela inclusive, comecei a duvidar do seu nascimento em Águas Belas, mas como o registro de casamento dos dois diziam que eram naturais dessa localidade, insisti e encontrei, mas muito pouco ainda. Vamos lá aos nomes, espero que essa postagem me faça encontrar outros parentes, como ocorreu da última vez.


Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros (Petronilla Alixandrina de Barros)
Casamento em: 26 de Setembro de 1915 em Águas Belas- Pernambuco.

Filhos: José Miguel do Nascimento, Manoel Miguel do Nascimento, Cicero Miguel do Nascimento, Marcílio Miguel do Nascimento, Maria Miguel de Barros, Sebastiana Miguel de Barros, Floripes Miguel de Barros, Balbino Miguel Ferreira, Vicente Miguel do Nascimento, Elias Miguel do Nascimento e Alixandrina Miguel do Nascimento. Deste estão vivos: Balbino (87), Alixandrina (82), Floripes (80) , Elias (77). Não sabemos o paradeiro de Cícero e Vicente.

Dos meus bisavós ainda não consegui encontrar os colaterais, primos de segundo e terceiro grau, principalmente da minha bisa Petronilla, por enquanto só o registro dela mesmo. As famílias eram as seguintes:

Miguel Ferreira do Nascimento

Seus pais:  Miguel Ferreira do Nascimento e Raymunda Maria da Conceição.
Seus irmãos: José Honório Ferreira, Martinho Bernardo do Nascimento, Bernardino Ferreira do Nascimento (únicos que encontrei registros até o momento)
Seus sobrinhos: João Martinho dos Santos, Angélica Maria da Soledade e Maria da Soledade (todos filhos de Martinho Bernardo do Nascimento )

Petronilla Francisco de Barros ou Petronilla Alixandrina de Barros

A minha bisa usou duas variações do nome. Em seu registro de casamento consta a primeira versão.

Seus pais: Maximiano Francisco de Barros e Alixandrina Francisco de Barros
Seus avós paternos: João Felismino e Maria Santina dos Santos (não confirmado por registro, apenas memória oral)
Seus avós maternos: Jerônimo Gabriel de Oliveira e Francisca Xavier da Silva (por memória oral)
Seu tio materno: Aprígio Gabriel de Oliveira (casado com Maria Bezerra da Silva)

Os "Ferreira do Nascimento" e os "Francisco de Barros" - Miguel e Petronilla

Como havia comentado nas primeiras postagens, meus avós maternos são de Águas Belas em Pernambuco, vieram jovens para São Paulo e daqui não saíram mais. Nas postagens anteriores falei sobre a família da minha avó materna, hoje vou falar da família do meu avô-materno, que tem uma história das mais, senão a mais interessante da minha genealogia.

Meu avô é Balbino Miguel Ferreira, um dos mais de dez filhos de Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros ou Petronilla Alixandrina de Barros.
Era de nosso conhecimento que meu avô havia nascido em 31 de março de 1929 em Águas Belas, quando consegui localizar seu registro de batismo a data teve variação para 30 de março de 1927, foi então que descobrimos que meu avô ao chegar em São Paulo e "se registrar" (certidão de nascimento e RG, já que não possuía), diminuiu propositalmente 2 anos da sua idade (safadinho)!

Mas vamos a história então... meus bisavós Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros foram o casal mais transgressor de Águas Belas na década de 1910. Ele, negro, escravo liberto, agricultor, com quarenta e oito anos de idade, casou-se com uma moça branca, de família tradicional (segundo consta) e 30 anos mais nova! Sim ela tinha 17 anos quando se casou. Os detalhes dessa história infelizmente ainda não consegui saber, meu avô o mais velho dos filhos ainda vivos pouco sabe também.
O que ele me conta é que sua mãe Petronilla foi escorraçada pelas duas famílias, primeiro pela sua, pois casou-se com um negro e velho, e depois pela do meu bisavô, que não aceitava uma branca na família. Minhas tias-avós contam que eles fugiram algumas vezes antes de se casar, e a família da minha bisa percebendo que não havia mais jeito, largou mão e enfim os dois puderam viver seu amor.
Foram felizes por 22 anos! Em 1937 meu bisavô Miguel Ferreira do Nascimento faleceu, deixando minha bisa Petronilla com 9 filhos e grávida do último. Meu avô tinha 10 anos nessa época e pouco lembra do pai, minha bisavó passou 55 anos viúva e faleceu em 1992 aos 94 anos de idade.

O tempo realmente voa!

Quase dois anos, e o blog não teve nem meia duzia de postagens. Essa vida corrida dos dias de hoje, é trabalho, é faculdade, compromissos e quando você percebe o tempo deu um salto. Não consegui frequentar mais o CHF, pois só abre durante a semana à noite, justamente ni período em que estudo. Nesse período de quase dois anos avancei muito na pesquisa, encontrei parentes, conheci parentes, e até consegui a foto de uma bisavó que nunca conheci. Espero logo voltar às pesquisas!