segunda-feira, 29 de maio de 2023

Quem sou eu?

 

Quem sou eu?
E lá fui eu, em mais um passo para descobrir a minha ancestralidade. Fiz um teste genético do Genera Lab, versão completa, e abaixo compartilho um trechinho dos dados incríveis que recebi.

“Esta é a mistura do Brasil com o Egito”, já dizia aquela música dos anos 90. Estou encantado com este mapa personalizado da minha diversidade genética! Sei que, como geógrafo, sou suspeito em dizer que estou apaixonado por um mapa, mas este é mais do que especial!
Feliz, por poder saber de onde vieram meus antepassados, em especial, aqueles que passaram pelo horror de terem sido escravizados e que tiveram sua história, sua cultura e suas vidas anuladas. Nunca haverá no mundo alguma reparação compensatória pelo terror que viveram.
Hoje posso ter uma noção de onde vieram, qual era a sua cultura, e fica o orgulho de saber que a diversidade genética de várias regiões do continente Africano está em mim.
Miscigenado, global, ameríndio, europeu, africano! Viva a ciência, viva a diversidade e viva a Ancestralidade!


A velocidade do tempo e a ajuda da tecnologia

 Olá pessoal!
Há quase 10 anos não atualizo o blog!
Neste tempo (que confesso nao vi passar) tanta coisa aconteceu, outras tantas mudaram drasticamente.

De repente, num sopro, lá se foram 9 anos. A pesquisa familiar nunca parou definitivamente. Acontecia, parava, surgia uma coisa ali, outra coisa aqui. Nesse espaço de tempo, o meu maior incentivador, meu avô Balbino, faleceu, no alto dos seus 90 anos! 

Em 2023, com um pouco de mais tempo livre, com aquela eterna curiosidade sobre o passado, instigado ainda por um teste de DNA (Genera Lab) que me contou um pouco mais da minha história, principalmente do ramo familiar que foi escravizado, a pesquisa voltou com tudo!
Além do teste genético, os antigos registros microfilmados que levavam semanas para chegar em 2014, hoje em boa parte se encontro on-line, muitas vezes indexados por inteligência artificial.

Assim preciosos registros surgiram. Encontrei parentes, desta vez não só do ramo materno, mas também do paterno.

Claro, não posso deixar de comentar que assusto as pessoas com a mensagem "oi tudo bem? faço pesquisa familiar e acho que podemos ser parentes!" hahaha 

E assim seguimos desvendando o passado. Mesmo sem meu maior incentivador, continuar pesquisando e descobrindo, nos mantém próximo e é uma homenagem a sua linda memória que segue no meu coração.


Wesley Rebolo