terça-feira, 9 de setembro de 2014

"Ferreira do Nascimento" e "Francisco de Barros" - Árvore Genealógica em Águas Belas

Com a interessante história dos meus bisavós maternos Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros, me debrucei sobre os registros do CHF. Dessa vez sem a grande contribuição que o amigo Ednaldo me deu no outro tronco familiar, pois não há ainda, cruzamento com sua árvore. Nas pesquisas qual foi a minha surpresa ao encontrar muito mais registros da família do meu bisavô Miguel Ferreira do Nascimento, que era de ex-escravos, ao invés da bisa Petronilla. Dela inclusive, comecei a duvidar do seu nascimento em Águas Belas, mas como o registro de casamento dos dois diziam que eram naturais dessa localidade, insisti e encontrei, mas muito pouco ainda. Vamos lá aos nomes, espero que essa postagem me faça encontrar outros parentes, como ocorreu da última vez.


Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros (Petronilla Alixandrina de Barros)
Casamento em: 26 de Setembro de 1915 em Águas Belas- Pernambuco.

Filhos: José Miguel do Nascimento, Manoel Miguel do Nascimento, Cicero Miguel do Nascimento, Marcílio Miguel do Nascimento, Maria Miguel de Barros, Sebastiana Miguel de Barros, Floripes Miguel de Barros, Balbino Miguel Ferreira, Vicente Miguel do Nascimento, Elias Miguel do Nascimento e Alixandrina Miguel do Nascimento. Deste estão vivos: Balbino (87), Alixandrina (82), Floripes (80) , Elias (77). Não sabemos o paradeiro de Cícero e Vicente.

Dos meus bisavós ainda não consegui encontrar os colaterais, primos de segundo e terceiro grau, principalmente da minha bisa Petronilla, por enquanto só o registro dela mesmo. As famílias eram as seguintes:

Miguel Ferreira do Nascimento

Seus pais:  Miguel Ferreira do Nascimento e Raymunda Maria da Conceição.
Seus irmãos: José Honório Ferreira, Martinho Bernardo do Nascimento, Bernardino Ferreira do Nascimento (únicos que encontrei registros até o momento)
Seus sobrinhos: João Martinho dos Santos, Angélica Maria da Soledade e Maria da Soledade (todos filhos de Martinho Bernardo do Nascimento )

Petronilla Francisco de Barros ou Petronilla Alixandrina de Barros

A minha bisa usou duas variações do nome. Em seu registro de casamento consta a primeira versão.

Seus pais: Maximiano Francisco de Barros e Alixandrina Francisco de Barros
Seus avós paternos: João Felismino e Maria Santina dos Santos (não confirmado por registro, apenas memória oral)
Seus avós maternos: Jerônimo Gabriel de Oliveira e Francisca Xavier da Silva (por memória oral)
Seu tio materno: Aprígio Gabriel de Oliveira (casado com Maria Bezerra da Silva)

Os "Ferreira do Nascimento" e os "Francisco de Barros" - Miguel e Petronilla

Como havia comentado nas primeiras postagens, meus avós maternos são de Águas Belas em Pernambuco, vieram jovens para São Paulo e daqui não saíram mais. Nas postagens anteriores falei sobre a família da minha avó materna, hoje vou falar da família do meu avô-materno, que tem uma história das mais, senão a mais interessante da minha genealogia.

Meu avô é Balbino Miguel Ferreira, um dos mais de dez filhos de Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros ou Petronilla Alixandrina de Barros.
Era de nosso conhecimento que meu avô havia nascido em 31 de março de 1929 em Águas Belas, quando consegui localizar seu registro de batismo a data teve variação para 30 de março de 1927, foi então que descobrimos que meu avô ao chegar em São Paulo e "se registrar" (certidão de nascimento e RG, já que não possuía), diminuiu propositalmente 2 anos da sua idade (safadinho)!

Mas vamos a história então... meus bisavós Miguel Ferreira do Nascimento e Petronilla Francisco de Barros foram o casal mais transgressor de Águas Belas na década de 1910. Ele, negro, escravo liberto, agricultor, com quarenta e oito anos de idade, casou-se com uma moça branca, de família tradicional (segundo consta) e 30 anos mais nova! Sim ela tinha 17 anos quando se casou. Os detalhes dessa história infelizmente ainda não consegui saber, meu avô o mais velho dos filhos ainda vivos pouco sabe também.
O que ele me conta é que sua mãe Petronilla foi escorraçada pelas duas famílias, primeiro pela sua, pois casou-se com um negro e velho, e depois pela do meu bisavô, que não aceitava uma branca na família. Minhas tias-avós contam que eles fugiram algumas vezes antes de se casar, e a família da minha bisa percebendo que não havia mais jeito, largou mão e enfim os dois puderam viver seu amor.
Foram felizes por 22 anos! Em 1937 meu bisavô Miguel Ferreira do Nascimento faleceu, deixando minha bisa Petronilla com 9 filhos e grávida do último. Meu avô tinha 10 anos nessa época e pouco lembra do pai, minha bisavó passou 55 anos viúva e faleceu em 1992 aos 94 anos de idade.

O tempo realmente voa!

Quase dois anos, e o blog não teve nem meia duzia de postagens. Essa vida corrida dos dias de hoje, é trabalho, é faculdade, compromissos e quando você percebe o tempo deu um salto. Não consegui frequentar mais o CHF, pois só abre durante a semana à noite, justamente ni período em que estudo. Nesse período de quase dois anos avancei muito na pesquisa, encontrei parentes, conheci parentes, e até consegui a foto de uma bisavó que nunca conheci. Espero logo voltar às pesquisas!